E depois?


  Escrevendo um determinado roteiro, ao contar para as pessoas a história quase todos me perguntavam como terminava e sinceramente eu não fazia idéia do fim, justamente por não ser esse o principal ponto da história. O que eu queria que os outros vissem era todo o desenvolvimento, não apenas o fim, contudo percebi que já estamos condicionados a esperar o final, ao menos no cinema. E não por este ser a parte mais importante, mas por ser normalmente o foco, a parte onde a se concentra a maior quantidade de acontecimentos. Não vou dizer que não aconteça diferente, pois como já falou a Gabi nesse post, um dos fatores preponderantes para nos motivar a ver um seriado é o fato da história "não acabar no fim", entretanto tratando de cinema... É certo que em telenovelas ou obras hollywoodianas, por exemplo, também não podemos afirmar que existam conclusões inóbvias, mas falando sobre isso entraria em outras discussões que não caberiam aqui.

  Retomando, duas coisas me levaram à pensar sobre isso:

  1. Comparando uns seriados originalmente ingleses e suas versões americanas percebi que o foco dos americanos era para o final e todo o desenvolvimento servia somente para justificá-lo. Diferente dos ingleses, que atraiam pelo seu desenvolvimento e dificilmente seu final era conclusivo.
  2. Pensando na história do Rei Arthur reparei que em uma história já conhecida, nesses casos que existem várias versões, o principal ponto do filme é a forma como é feito, o que acontece depois do momento do "era uma vez" até antes do "the end". Então obrigatoriamente temos que esquecer de esperar o fim, pois esse já foi antecedido.

  Acho isso interessante pois desde criança nunca gostava de chegar aos finais, eles eram sempre tão óbvios e felizes. Os melhores livros e filmes eram sempre aqueles que me surpreendiam normalmente por parecerem inconclusivos. Penso que acabei internalizando isso.

  E vocês, o que acham de finais? Eles tem que existir? Tem que ser felizes? Seria legal ver uma história sem fimhaha, tinha que fazer essa piada, perdoem!



É tudo verdade

The black power mixtape, de Göran Hugo Olsson, exibido ontem na livraria cultura da avenida Paulista (SP), foi o primeiro dos 92 documentários, sendo 18 brasileiros inéditos, do 16º É tudo verdade, festival com nome inspirado no filme incompleto de Orson Welles realizado no Brasil.

Almir Labak, jornalista diretor do festival, destaca que a mostra contará com 5% dos inscritos, um universo de possibilidades distintas que revela um linha geral de discussão: "A novíssima safra me parece marcada por essa ênfase em captar sob a ótica privada as principais questões públicas, como o movimento pela democratização no Irã (A onda verde) e o fortalecimento do engajamento religioso (Posição entre as estrelas), para ficar em apenas dois exemplos. É como se houvesse agora uma síntese dialética entre a tendência intimista que era marcante na década de 90 e a retomada social e política que se seguiu ao 11 de setembro".

inf.: www.etudoverdade.com.br

Fonte: Primeira Chamada (Agência do Estado)

Lizie

     
      A lenda de Hollywood Elizabeth Taylor, ganhadora de dois Oscar, morreu nesta quarta-feira, aos 79 anos, no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos EUA. Rodeada por seus quatro filhos - Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd, e Maria Burton - , a atriz havia passado seis semanas internada com insuficiência cardíaca, segundo comunicado de sua agente publicitária, Sally Morrison.
      
        Pode-se dizer, sem medo de exagero, que Elizabeth Taylor passou praticamente toda sua vida diante das câmeras. Nascida na Inglaterra, de pais americanos, ela começou a carreira em Hollywood aos 9 anos e, antes dos 30, já havia se tornado a primeira atriz da história a ganhar um milhão de dólares (por "Cleópatra").
Seus casamentos, divórcios coleção de joias e extravagâncias angariaram atenção comparável ou maior do que a dedicada a seus filmes. Uma das maiores estrelas da "Era Dourada de Hollywood" (entre os anos 10 e 60), Taylor conquistou uma legião de fãs com seu talento e beleza, e foi, a partir de meados dos anos 80, um dos nomes mais ativos a angariar funtos para pesquisas do vírus HIV.