Escrevendo um determinado roteiro, ao contar para as pessoas a história quase todos me perguntavam como terminava e sinceramente eu não fazia idéia do fim, justamente por não ser esse o principal ponto da história. O que eu queria que os outros vissem era todo o desenvolvimento, não apenas o fim, contudo percebi que já estamos condicionados a esperar o final, ao menos no cinema. E não por este ser a parte mais importante, mas por ser normalmente o foco, a parte onde a se concentra a maior quantidade de acontecimentos. Não vou dizer que não aconteça diferente, pois como já falou a Gabi nesse post, um dos fatores preponderantes para nos motivar a ver um seriado é o fato da história "não acabar no fim", entretanto tratando de cinema... É certo que em telenovelas ou obras hollywoodianas, por exemplo, também não podemos afirmar que existam conclusões inóbvias, mas falando sobre isso entraria em outras discussões que não caberiam aqui.
Retomando, duas coisas me levaram à pensar sobre isso:
- Comparando uns seriados originalmente ingleses e suas versões americanas percebi que o foco dos americanos era para o final e todo o desenvolvimento servia somente para justificá-lo. Diferente dos ingleses, que atraiam pelo seu desenvolvimento e dificilmente seu final era conclusivo.
- Pensando na história do Rei Arthur reparei que em uma história já conhecida, nesses casos que existem várias versões, o principal ponto do filme é a forma como é feito, o que acontece depois do momento do "era uma vez" até antes do "the end". Então obrigatoriamente temos que esquecer de esperar o fim, pois esse já foi antecedido.
Acho isso interessante pois desde criança nunca gostava de chegar aos finais, eles eram sempre tão óbvios e felizes. Os melhores livros e filmes eram sempre aqueles que me surpreendiam normalmente por parecerem inconclusivos. Penso que acabei internalizando isso.
E vocês, o que acham de finais? Eles tem que existir? Tem que ser felizes? Seria legal ver uma história sem fim? haha, tinha que fazer essa piada, perdoem!





